(via borboletar-se)
Quê? Se eu gostei? Não, imagina. Meu arrepio foi o vento frio, meus olhos se revirando era uma cãibra, e meu gemido era de medo do escuro. O que a gente fazia era detalhe, imagina.
(G. Lacombe)
”
(via garoto-de-mochila)
(via borboletar-se)
(via onlylolgifs)
“Eu acho que tenho essa ironia, esse deboche sim. É uma autodefesa, porque as pessoas são fogo mesmo. Então a gente tem que jogar um pouco com o deboche, com o cinismo para não se machucar.”
— Cazuza (via versejado-r)
”“Resolvi desistir. Peguei minha pequena e delicada borboleta e tranquei em um potinho de vidro. Senti vontade de destrancá-la para ajudar com meus sentimentos às vezes, mas não. Deixei-a ali. Minha última esperança. Ela sempre voava muito alto e vivia trazendo mais carinho a tudo. Mas agora que a tranquei no meu potinho transparente as asas dela começaram a fraquejar e ela já não tem forças pra voar. Fica difícil dela se mover porque o potinho é muito pequeno, e de vez em quando dou umas batidinhas para ver se ela reage. Eu senti que ela poderia me ajudar… mas eu não queria ser ajudada. Não queria viver de uma mentira. Então trancafiei os meus sonhos no pote. Deixei ali todas as minhas esperanças e o que restava de vontade de continuar. Sabe, elas sempre quiseram me dar tanta força, mesmo eu cortando suas asas e as decepcionando. Dando uma cor mais avermelhada à elas, em vez de deixá-las com suas cores originais. Aos poucos, fui parando de dar nomes, de dar vida, de pôr esperança. As deixei no pote. Estão sem ar, quase sem vida. Não muito diferente de mim. Sabe do que tenho medo? De magoar as borboletas, pois elas sempre me perdoam quando tomo alguma atitude errada. Elas sempre voltam, e não quero mais machucá-las. Não quero que se machuquem por tentar me ajudar. Agora elas moram no meu vidrinho. Reagem pouco, quase não vivem. A história da borboleta que voa longe não funciona comigo. Nunca tive forca o suficiente pra ver que quem acredita sempre alcança. Sempre fui acomodada e nunca quis ser incomodada. Não quero estímulos, não quero força. Quero que me deixem no meu canto, no meu quarto. Olhando minhas borboletas morrrem, sendo vilipendiada, incompreendida e descartada. Com os mesmos riscos enfeitando o corpo. E com a mesma sensação ridícula de sempre. Acontece…”
“De que adianta, me diz? Ficar vivendo de fingimento… falar como se um simples desenho te salvasse de tudo o que se pode imaginar. Não, não vamos mais ser hipócritas. A sociedade é muito filha da puta, os relacionamentos machucam, você se sente sozinha, odeia a si mesma, e uma borboleta vai te salvar de tudo? Não estarei mentindo quando disser que já apostei nessa ideia. Mas a vida é simplesmente tão dura pra pararmos pra acreditar numa coisa tão boba, tão simples, com tanto sentimento… A gente não tem mais tempo pra isso. O mundo vem e passa atropelando todo mundo. Onde tem amor, fica vazio. Então essas borboletas perdem totalmente o significado. Simplesmente por serem sinceras e terem todo o sentimento do mundo… foi uma saída linda, mas o mundo não vai permitir que você se baseie nela. Os cortes estão aí, abertos, sangrando, escondidos por baixo das nossas mangas. E depois de toda dor a gente espera que uma borboleta venha e os costure como se fossem uma meia furada. Não, não é dessa forma. A gente tentou, tentou. Mas as borboletas vivem apenas 24 horas e isso não as machuca. Enquanto você sente dor elas apenas perdem a força pra voar e vão caindo ao chão, pra nunca mais viver. Chega dessa história de matá-las em vão. Chega de hipocrisia. A vida me machuca, e não é das borboletas que eu vou cobrar ajuda.”
— Morrer não dói
”